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Santa Isabel,06/05/2026

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Proposta de paz dos EUA tem pontos inaceitáveis, diz autoridade do Irã

g1.globo.com
Proposta de paz dos EUA tem pontos inaceitáveis, diz autoridade do Irã


EUA e Irã se aproximam de acordo para finalizar a guerra no Oriente Médio
Uma fonte do governo do Irã afirmou à agência de notícias iraniana Tasnim nesta quarta-feira (6) que há pontos "inaceitáveis" na última proposta de paz apresentada pelos Estados Unidos.
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De acordo com a autoridade, citada de forma anônima, Teerã ainda não deu uma resposta a Washington, mas o acordo não deve ser fechado.
"O Irã ainda não respondeu a proposta dos EUA, que contém alguns pontos inaceitáveis. As notícias da mídia americana sobre o acordo têm o objetivo de justificar o recuo de Trump de sua mais recente ação hostil no Estreito de Ormuz. Usar uma linguagem ameaçadora contra o Irã é ineficaz e pode piorar a situação para os Estados Unidos", declarou.
Mais cedo, uma reportagem do site americano Axios afirmou que os dois países estavam próximos de um acordo.
À agência de notícias Reuters, uma autoridade do Paquistão envolvida nos esforços de paz, disse que a proposta atual é um memorando de uma página e se mostrou otimista: "Vamos concluir isso muito em breve. Estamos quase lá".
Na rede social X, no entanto, o porta-voz da Comissão de Segurança Nacional e Política Externa, Ebrahim Rezaei, minimizou as notícias e fez ameaças contra Washington, dizendo que o "Irã tem o dedo no gatilho".
"O texto da Axios é mais uma lista de desejos dos americanos do que uma realidade. Os americanos não conseguirão algo que não obtiveram em negociações frente a frente em uma guerra fracassada. O Irã tem o dedo no gatilho e está pronto; se não se renderem e não concederem as concessões necessárias, ou se tentarem fazer travessuras por conta própria ou por seus cães de guarda, daremos uma resposta dura e eles irão se arrepender", escreveu Rezaei.
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Trump fala em encerrar guerra, se Irã 'cumprir o combinado'
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, também se pronunciou nesta quarta sobre o possível fim da guerra. O republicano afirmou que vai encerrá-la se o regime iraniano "cumprir o combinado", mas também voltou a ameaçar Teerã com bombardeios "muito maiores".
Após a nova ameaça, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã disse oficialmente que o governo iraniano está revisando a proposta de paz, mas não deu maiores detalhes.
No entanto, em sua rede social, Esmaeil Baqaei, fez críticas aos Estados Unidos pela postura do país na condução das negociações pelo fim da guerra:
"O conceito de “negociações” exige, no mínimo, uma tentativa genuína de participar de discussões com o objetivo de resolver a disputa [...] Ele requer, portanto, “boa-fé”, o que significa que "negociações" não são disputa, nem imposição, manipulação, extorsão ou coerção".
O presidente Donald Trump discursa antes de assinar uma proclamação no Salão Oval da Casa Branca, na terça-feira, 5 de maio de 2026, em Washington
AP/Jacquelyn Martin
Imprensa dos EUA e fonte do Paquistão falam em acordo próximo
Segundo o Axios", os EUA esperam uma resposta do Irã nas próximas 48 horas, segundo duas autoridades norte-americanas e outras duas fontes informadas sobre o assunto ouvidas pela reportagem.
O memorando de uma página contém, entre os termos, uma moratória sobre limitações ao enriquecimento de urânio pelo Irã, em troca dos EUA suspenderem sanções econômicas e liberarem bilhões em ativos iranianos congelados, segundo o "Axios".
A proposta também prevê que EUA e Irã suspenderiam seus bloqueios marítimos no Estreito de Ormuz, de acordo com a reportagem. O trânsito de navios comerciais pela região é um dos pontos mais sensíveis do conflito, e a via marítima foi palco de confrontos entre os dois países nos últimos dias.
Mais cedo, nesta quarta-feira, um dia após Trump anunciar a suspensão temporária da operação militar que o país vinha fazendo na região, a Marinha da Guarda Revolucionária do Irã afirmou o Estreito de Ormuz está liberado para navegação "segura".
Apesar do otimismo, segundo o "Axios", muitas autoridades da Casa Branca continuam céticas sobre se um acordo preliminar poderia ser assinado por conta do caráter fragmentado da liderança do Irã, que possui muitas autoridades de alto nível, o que dificulta um consenso. Outro ponto de preocupação é que esse memorando possui brechas que poderiam levar à retomada da guerra no futuro.
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